Vou falar do funk, o das ``novinhaisxx`` e dos ``leisxxk``.
Do ``coração em pedaços`` do sertanejo também. É comum dizerem que canções desses
estilos musicais não prestam, pois possuem letras com desvios de gramática ;
assuntos fúteis como carros(olha o camaro amarelo passando na minha rua agora),
festas, bebidas, azaração. Já até ouvi professor de teoria musical dizer que
funk não é música, mas apenas ritmo, uma vez que as batidas marcam apenas o
tempo, mas não atingem frequências que coincidem com as notas musicais.
Calma, não venham me bater, eu vou defender esses gêneros
musicais de alguma forma, prometo! É só continuar a ler o texto e digo de
antemão que não concordo com esse professor. Depois dessa abordagem do funk e
sertanejo, então porque grande parte das
pessoas vão a choppadas, boates e bares e não ficam com a mão no queixo,
fumando um charuto e ouvindo Bach e Chopin, mas sim o MC seilá o quê e a dupla
tanãnã e tanã? Bem, se os estilos musicais em questão são ouvidos nesses
lugares e todo mundo ``sai do chão``, significa que eles tem, sim o seu valor.
O que estou dizendo é
que cada música tem um tipo de ocasião adequada para ser ouvida. Claro que, em
casa, não ouço funk, apesar de que tem gente que faria o contrário. Contudo, se
eu vou em uma festa, eu gostaria de que o tocassem, assim como uma pancada de
gente. E Se tocarem um ``sertanejão`` ? Já
é motivo pro ``gatinho`` se aproximar da `` gatinha ``. Ou seja, tem muita
gente que é contraditória e hipócrita ao falar mal do funk e do sertanejo, que
são ritmos dançantes e contagiantes apesar de, musicalmente, serem pouco
trabalhados. E não ouvimos música justamente para nos deixar mais alegres, para
o ambiente não ficar tão pesado e tedioso? Bem, se o funk e o sertanejo são
capazes de exercer esse papel em nós durante a santa balada de cada fim de
semana, eles são, sim, boa música ; e o
funk é o contrário do que aquele professor disse.
JP Bortot
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